Estou bem certo de que ainda há aqueles que não acreditam mais em Um bom programa familiar Brasileiro na Suíça, e que já se cansaram de ver batucadas, Sambão, Caipirinhas, feijoadas e danças eróticas por aí feitas com um único e exclusivo objetivo: comércio, nunca tendo o compromisso fazer a Cultura Brasileira. Lógico, há quem faça com objetivo cultural, mas infelizmente e na maioria das vezes, somos atropelados por barbaridades escandalosas que nada tem a ver com a nossa cultura. Digo isso porque já fui assistir vários eventos realizados pôr Brasileiros aqui na Suíça e sempre ouvi frases como "... temos que mostrar nossa cultura para esse povo...". Eu, particularmente, sempre fui contra essa idéia. Eu penso que se minha cultura interessar a alguém, que essa pessoa venha cultuar junto com agente. Não é meu objetivo mostrar minha cultura, mais sim cultuar. Esse é um dos primeiros pontos de minha partida.

PAGODE, muito tem se falado em torno desse nome, pena que na maioria das vezes as pessoas nem sabem o que isto quer dizer.
Afinal o que é PAGODE?
Pagode, para quem não sabe, quer dizer, festa, alegria, divertimento, comer, beber e comemorar com amigos. Engraçado, lembro quando fiz minha primeira página na Internet e comentei com algumas pessoas que o endereço de minha pagina seria www.pagode.ch. A resposta era sempre: "ninguém conhece...", "esta palavra - Pagode - aqui em Zurique... porque você não põe samba, batucada ao em vez de pagode?". Eu respondia, "...minha preferencia é Pagode! Vou divulgar este nome aqui. Além do mais, que já haviam reservado "samba" e a "batucada". O mais interessante é que algumas dessas pessoas mais tarde usaram este mesmo nome "Pagode para seus "não tão bem sucedidos" eventos.

                              

Mais uma conquista dos brasileiros que moram na Suiça

Todos nos sabemos que os Domingos sempre foram os mais chatos. Porque o Domingo era considerado um dia nulo da semana para os costumes brasileiros. O que se fazia aos domingos? Acordava-se tarde de ressaca, almoçava-se e depois via-se um chato programa de televisão. Se tirava mais uma soneca e já era noite para dormir. Acordar na segunda-feira para voltar à vida normal da semana. Desde meus tempos de criança sempre fui acostumado a ter um Domingo de tarefa, pois acordava cedo e já me preparava para ir a Escola Dominical, um programa de toda a família Evangélica no Brasil e em outras partes do mundo. Como meu pai era um chefe religioso, todos os Domingos eu estava sempre lá, ativo às minhas tarefas na minha classe escolar. Depois desta fase em minha vida, vieram outras, como a de músico, ainda no Brasil.

Em Vitoria, no Espirito Santo, lugar que morei meus últimos anos no Brasil, o domingo para mim sempre foi sagrado. Pagode, samba e a famosa Geladinha na praia. Fora isso, fazia junto com prefeituras locais Festivais com presença de vários grupos de Pagode, onde eu muitas das vezes ficava organizando as programações. Então, não seria diferente aqui em Zurique... Mas sempre que eu falava com alguém sobre a idéia de um Pagode aos domingos, me diziam assim: "Esqueça, pois Domingo aqui na Suíça é dia de descanso ou então de montanha, (uma segunda opção aqui era ir às montanhas sentir frio e admirar os lindos Alpes Suíços). Hoje tem quem ache que o Domingo é o melhor dia para fazer eventos. E justamente no mesmo horário do meu querido Pagode! Mas isto já é um outro assunto...

O Pagode começa à partir das 16.00 horas, música com o DJ Rob. A música é para a galera que gosta de se jogar, aquele esquema da Bahia... todo mundo fazendo a coreografia igualzinho. Sempre pinta algum professor ensinando a galera uma nova coreografia ou pinta uma novidade, algumas atrações divertidas e muitas brincadeiras. Temos sempre um aniversariante que comemoramos com bolo e bolas para a criançada fazer a festa. Tudo isto num clima de Brasil.

O idioma que falamos durante toda a festa, é o Português Brasileiro, porque a festa é feita para os brasileiros. E os Suíços que ficam muito felizes por que se sentem como se estivessem no Brasil.

                            

História do Pagode do Gegê
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